sábado, 4 de junho de 2011

De Margarina Rebelo Pinto, alma de pássaro


"Saboreava os teus regressos como momentos eternos e irrepetiveis - e percebi que tinha descoberto a essência do amor.
Hoje apetece-me pensar que me enganaste, que nunca me amaste, e que, em vez disso andaste a brincar, ainda que de uma forma séria."

"Talvez um dia possa viver de outra forma. Talvez o tempo, ou a vida, ou as circunstancias, ou o amor persistente e dedicado de outro homem me libertem o coração das tuas sombras e me resgatem deste inferno quase celestial. Mas, agora prefiro viver assim, imaginando o teu regresso eterno e irrepetível, encolhendo os ombros à vida, fingindo que não desisto dela enquanto tu não voltares."

"Eu tenho que deixar de gostar daquele diabo viajante. Mas como? Como é que se esquece alguém? Como é que se apaga a memória dos sentidos? Como é que se lava a alma e se limpa o coração?"

"Tudo na vida tem o seu tempo, e o seu caminho, e o meu agora é outro: é novo, é desconhecido, é estranho. Mas é o meu, o que eu quero e o que tenho que viver."

"Não sei nem quando nem como vou conseguir libertar-me de ti e limpar-te da minha memória sem contudo te apagar do meu coração. Sei que tudo tem um fim e que o sofrimento também, mas agora vejo tudo enevoado."

Como amo o livro 'alma de pássaro' da Margarida Rebelo Pinto $=

8 comentários:

tudo o que vem de bem é bem vindo, o que vem de mal é pouco atendido
obrigado ♥