Já lá vai o seu tempo de que não falo nisto, na verdade, não sei nem como contar o sucedido. Já lá vão alguns meses, talvez dois, três, diria até quatro. Mas ainda assim me lembro e tenciono contá-lo.
Foi com o cair da noite que a campainha tocou, alguém abriu e ele subio, entrou e sorriu (é incrível como o momento me vai passando pela cabeça à medida que o vou contando, como uma memória que é, e é inacreditável como naquele momento tudo para mim parou, tudo para mim paralisou, até mesmo, imaginável mente, os batimentos do meu coração). Fiquei estupefacta, não sabia como reagir, ele estava aparentemente bem, parecia contente, minimamente feliz, e eu, nós, eu e a minha irmã, talvez, admiradas; pálidas; magoadas e/ou no fundo contentes. Ele, não tinha mudado nada, continuava o mesmo de sempre.
Poucas são as vezes que o vemos, nem sempre nos contacta, mal sabemos se o seu coração ainda palpita e menos ainda sabemos qual o impacto da sua existência nas nossas vidas, mas mesmo assim passou a noite connosco.
As nossas ultimas palavras nesse dia foram ao deitar, quando este se deitou num dos dois sofás da minha média, mas, aconchegada sala, que com dois quadros (um de uma paisagem e outro com cinco cavalos e o seu significado); uma mesa, com uma fruteira antiga; um relógio de parede; uma televisão e uma alcatifa no chão, tem o mesmo efeito que o de uma grande e muito melhor preenchida,
A noite, acabou por passar e o dia chegar. Acordei com talvez pela décima vez, e isto a exagerar claro, porque foram muito menos vezes, com um beijo na testa, e um bom dia suave, calmo e carinhoso…Dizem que este beijo, o da testa, só a esta pessoa pertence.
E foi após dez minutos de uma caminhada em conjunto pela manha, lado a lado, como á muito não acontecia, que nos despedimos.
Sabia como iria ser, tinha conhecimento de que caminhávamos juntos mas para destinos opostos, diferentes, contrários, e ainda mais conhecimento tinha de que mais uma vez o iria ver a partir e durante uns tempos não mais voltar, pois é sempre assim, vem e volta a ir de regresso à sua vida monótona da qual nós não fazemos parte, mas não interessa.
Acho que tal coisa nunca antes tanto me afectou, nunca lhe liguei muito, mas, isso mudou, passei a sentir falta, e naquele momento, deu-me um aperto enorme, talvez até ele o tenha tido também, mas ele não merece nem o simples aperto que me murchou o coração.
Nestas mesmas condições, ao acenar de duas mãos, o despertar de um céu e o rasgar de dois sorrisos, desta vez, com certeza verdadeiros, despediram-se duas almas, duas pessoas, seguindo cada uma para seu lado, até ao dia de hoje.
É triste, mas depois desta, um pouco dolorosa, partira, nunca mais ele voltou, nunca mais se voltaram os seus caminhos a cruzar.. talvez, novamente um dia, volte a acontecer.

Obrigada! Lindo texto, princesa ♥
ResponderEliminarQual é a música do teu blog princesa? Adorooo!
ResponderEliminarBem, se podesse dizer algo , acredita que dizia...
ResponderEliminarSe podesse dizer dia mesmo patt, fiquei completamente sem palavras...
ResponderEliminarainda me lembro de quando te disse " Fui o fim de semana passado para o meu pai" e tu viras-te e dizes " Ja nao posso dizer isso a 6 anos" salvo erro foi assim...
Nao te sei dizer , mas o texto esta lindo ... afinal apesar de tudo é teu pai ...
E tu és uma menina forte e consegues superar tudo...
ResponderEliminarNo fundo tu superas-te , mas tudo o que tens de forte tens de humana e é normal teres algumas recaidas... Mas a vida é assim , aprendemos com ela que depois de tanto sermos derrubadas conseguimos derrubar e mantermo-nos firmes com um sorriso no rosto.. Nunca desistas menyna especial (L'